segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Namoro Online...

02:17 (9 horas atrás)

Aos que esperam acordados, olhando cada segundo passar...aos que esperam notícias, informações sobre o outro que agora esta lá...distante. Aos que esperam o tempo. Esperam e esperam mais um pouco... a todos esses, compartilho com eles a minha espera também. Mas não aguentei, os segundos fizeram de mim, sono. O tempo passou, por dentro eu queria ficar, minha alma pedia isso, mas os olhos, janelas transversais de minh`alma, se recusavam a esperar abertos. Respirava fundo, resoluta, queria te esperar. Juro que não fiz por maldade, mas infelizmente o sono veio, me encantando, mentido para mim, dizendo:
- Basta fechar os olhos, e você sonhara com ele.
Oooohhh sono impostor, por acaso não sabes, que de espera e distância sofrem todos os amantes? Por acaso não sabe, que quando o peito da gente bate desritmado, é quando tudo na vida começa a fazer sentido? Por acaso o senhor nunca amou ninguém, senhor sono?
E então um grande silêncio ecoou no meu quarto.
Havia voltado a olhar para o relógio, tentava fazer mentalmente o seu percurso, e pensava sozinha...aahh mais uns 5 minutinhos e ele vai entrar. E de 5 em 5, perdi o calculo, mas não aguentei.
Esforcei então, nos últimos segundos, para escrever algo, receosa de cativa-lo. É uma tarefa árdua a de escolher e casar as palavras. Essa tarefa contrasta com a vontade que me vinha a mente, toda vez que fechava meus olhos, pois imaginava nós dois, juntos, deitados na mesma cama, quase que no mesmo espaço, prontos para mais uma noite de sono. Em meios a devaneios, te fantasiava. Me sentia pequena, como uma criança que admira as nuvens distantes. Me sentia feliz, por ter agora para quem escrever, como devem se sentir um marujo que saiu de casa. Me senti bem, porque podia observar suas fotos.
E por fim, me senti melhor ainda...por ter esperado, e por poder falar contigo agora, estamos online!
....e sabe o que é melhor??? Até o sono passou!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

VOUS BLA BLA BLA

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Estou surtando!

Descobri que todas as coisas ilógicas fazem sentido, há uma grande ligação com o abstrato. Comecei a falar de verborréias, me fiz livre em linhas simbólicas, tortas e vazias.
O absurdo é o caminho.
I want to be freeeeeeee
FREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE


and bla bla bla....


huahauhauhuahauu

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aqui em casa, os amores são brutos!

Estava na cozinha conversando com a minha mãe...ela anda um pouco triste, devido aos acontecimentos atuais. Por esse motivo, estou cobrindo ela de amor e carinho, e das mais belas e fortes palavras. Sendo assim, virei para ela eperguntei:
- Mãe, eu já disse que te amo?
E ela tristinha respondeu meio manhosa:
- Não...não me lembro.
Lógicamente aquela mentira precisava de uma resposta enérgica, e foi então que respondi sabiamente:
- Não? Então vou parar de dizer porra, eu tô falando desde a hora que acordei e você não escuta, caralho!
Nem preciso dizer que rimos horrores...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Receita para a criativida


Pegue um pouco de intuição líquida.
Coloque debaixo do travesseiro o sonho e a fantasia.
Deite virado para a janela das idéias para receber raios de humor, otimismo e iniciativa.
Na noite seguinte, ou na próxima que chover coragem, dê três pulos de flexibilidade para atingir a independência de criação.

domingo, 15 de agosto de 2010

25 anos...pura malandragem!

Comecei a comemorar meus 25 anos....
Acordei cedo, na pré-estréia de meus 25, e fiz aquele movimento todo, pois era o último dia de 24 anos!
9:30 - Lá estava eu no HUB, pronta para entrar mais uma vez em cena, com a Dra Amnésia. Essa foto é uma das primeiras fotos do dia 15/08 (o meu aniversário é no dia 16/08).
10:00 as 12:00 - Estive no bula. Fizemos a paciente Maria rir. Ela havia batido a mão na cadeira e estava triste. Rapidamente nós doutores, nos pusemos perto da cadeira e brigamos com ela, afinal era uma cadeira muito má, por ficar machucando a Maria. Brincamos de bolha de sabão e dançamos a dança do frango. Fomos em todos os quartos da pediatria, e por sorte, deu também para visitar a área da clínica cirurgia. Conhei então o Seu Francisco. Um senhor tão fraquinho, que mal podia ouvir a sua voz. Sua acompanhante séria e carrancuda saiu do quarto. Tentamos contar algumas piadas, mas o repertório tava ruim. Saimos então, bulóides sem sucesso, e fomos para o outro quarto. De repente chega uma médica e pergunta:
- Vocês que está contando piada????
O grupo então, timidamente respondeu que sim, e para surpresa ela disse:
- Seu Francisco quer que vocês voltem, ele precisa de mais piada.
A sensação era engraçada, pois seu Francisco era um senhor que pareceu ser sério. Muito fraquinho e debilitado, com o soro na veia, mal podia se ouvir o que ele falava. Seu corpo era bem magro, e ele já senil, estava lá triste dentro do quarto. A médica correr atrás do grupo e falar que ele precisava de mais piadas, é o que torna toda essa cena engraçada, afinal, rir passou a ser um remédio.
12:00 às 15:00 - O grupo Bula do Riso partiu para o Pátio Brasil, fomos almoçar vestidos de palhaços, nem preciso dizer que o hospital parou, as pessoas tiraram fotos, perguntaram o que era e todos respondiam:
- É o aniversário dela, viemos comemorar!!!!
Ganhei um lindo colar de palhaço do Doutor Chester, e fiquei muito feliz com a presença de quase todos do grupo.
 Comemos besteiras e besteirologamos neste período.
15:00 as 16:00 Teura e Isa, minhas duas parceiras terríveis, também do bula, ficaramo comigo, nos arrumamos e fomos para a Ermida, festival de sk8.
16:00 as 19:20 - Festival de sk8 na Ermida. Um cara de curitiba, alto e magro, loiro e bonito resolve parar do meu lado. Estavamos tentando bater uma foto e ele se predispos a ajuda. Papo vai, papo vem, o q ele me fala??? Tenho nome de santo praticamente, e eu pergunto:
- Qual o seu nome?
E ele responde:
- Santi.
Como assim? O cara tinha praticamente o nome do meu ex....ele se chamava Marco Aurélio Santi sei lá do que....é mole???
Saimos rindo desse epsódio e fomos para a minha casa.
19:30 as 21:30 - Festa surpresa, vários amigos, um bolo de palhaço e alguns presente! Sorrisos, abraços, reflexões e muita felicidade.
21:30 as 23:00 - Corri para o Dulcina, afinal no dia 15/08 é o aniversário do meu diretor. Ele tava com uma peça em cartaz e eu fui lá dar o parabéns. Festinha tbm!

Enfim é isso, começaram as comemorações do meu aniversário...dia 16/08 é um dia mágico...muita coisa está por vir!!!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Introspecção

O que acontece quando desejamos virar ostra?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Bela manha....


Lá vem o frio de Brasília, acabaram-se as chuvas, que já incomodavam os brasilenses. Em qualquer lugar da cidade, era possível ouvir alguém dizendo : - aah essa chuva! E daí vinham reclamações de todas as partes. Agora veio o frio. Para quem gosta, nada como um friozinho gostoso, com aquele sol quentinho em contraste com o gelado vento, que fazem os friorentos bater seus queixos e se encolher. Gosto do frio de Brasília, enfim, gosto daqui. Gosto de acender uma fogueira com os amigos, tocar uma viola, ouvir boas histórias.
Um dia desses sai de carro, estava ouvindo Janis Joplin enquanto passava ali pelo congresso, rumo ao trabalho. Estava atenta as pessoas das ruas enquanto internamente eu gritava que nem uma louca junto com a Janis, éramos uma dupla fantástica (dentro do meu imaginário). Um rapaz de seus vinte e poucos anos, passava tranqüilo pela rua. Caminha pelas calçadas da esplanada dos ministérios, com seus fones de ouvidos, sua pasta preta, seus sapatos sociais em conjunto com a roupa também social. Eu de dentro do carro, fitei meus olhos nele, como se naquele segundo, o mundo estivesse em slow moshion. Eu o via caminhar a largos sorrisos, mesmo dentro de seus pequenos passos. O sol batia nele, de uma forma interessante, parecia que um iluminador havia recortado e temperado o spot light solar em sua face, de forma que ele caminhava iluminado, ao som de sei lá o que, mas enfim, era mágico.

Olhei então ao meu redor, cores fortes e vários tons de verdes me cercavam por ali. Eu não sei se era a Janis ou eu, mas algo fez o dia ficar mágico. De repente se ouvia o pulsar da cidade. Respirei fundo, pisquei meus olhos e quando abri vi tudo ali novamente. Os carros, os vários sinais de trânsito, as pessoas, enfim, tudo estava lindamente encantador. Brasília respirava cores, vários tons da mesma cor, banhados por um sol mágico.

Eu estava feliz, eu podia sentir isso. Mesmo aquele trânsito estranho da esplanada, que te faz parar praticamente em todos os sinais, mesmo convivendo naquele momento com outros motoristas que não estavam que nem eu, mesmo assim eu segui feliz, e continuei assim, mesmo depois de passar pela rodoviária (vamos combinar, para quem conhece Brasília, aquele lugar é horrível). Eu sentia a alegria em mim, eu era uma prece. Olhei para o espelho para ver meu rosto, queria fitar aqueles olhos pretos, e ver se eles passam tanta beleza quanto captavam. Lá estava eu, a mesma de sempre, e eu estava tão linda (já viu leonino se achar feio?). Eu estava pulsando tamanha energia, que quando cheguei no serviço contagiei a todos. O mundo já não era mais o mesmo, e eu nem saberia dizer agora, como tanta felicidade começou, só sei que toda vez que lembro da esplanada, aquele rapaz, aquele de seus vinte e poucos anos, imediatamente eu vejo um sorriso, e imediatamente eu preciso cantar bem alto e internamente:

Take it!

Take another little piece of my heart now, baby!

Oh, oh, break it!

Break another little bit of my heart now, darling, yeah, yeah,yeah.

Oh, oh, have a!

Have another little piece of my heart now, baby,

You know you got it if it makes you feel good,

Oh, yes indeed.

Essa música parece um mantra depois desse dia. As vezes me percebo em meio a toda essa verborragia, eu sei que alguns podem falar:

- Nossa, essa guria é louca, como pode achar que Janis é um mantra?

Não sei! Está ai uma boa resposta! Não sei como acho algumas coisas interessantes, outras monótonas, ou até mesmo, como dou significado a algo. Mas também não sei como pode haver tanta gente que passa por ali e não se encanta. Como pode haver tanta gente que caminha e não sorri, ou que simplesmente reclama do sol, da chuva, do vento, da brisa e da vida. Pouco tempo temos. Pouco demais. Eu respiro esse ar, e o ar que eu respiro já não volta mais para o pulmão, algo passou por mim e eu nem percebi. Não quero que a vida siga assim, não quero que algo passe por mim e eu não perceba. Talvez por isso me cativei com aquele jovem, talvez por isso cheguei ao serviço e fiz com que toda essa energia se mantivesse vibrante, talvez seja ela que me faça escrever . Só não sei o que ela poderá vir a fazer com quem ler esse texto. Mas daí já é outra história, por agora eu apenas fecho meus olhos, e volto a cantar Piece of my heart.