A noite me pertence, com a mais demorada madrugada. Linda noite toda estrelada, céu de nuvens apagadas.
Não preciso dizer mais nada, apenas observar as estrelas daqui sentada. Notoriamente começo a relembrar e eis que mais uma história me vem.
Era agosto, uma época seca em Brasília. Dois se sentam. Dois era o número de pessoas em meio a tantas outras, que observavam atentamente ao espetáculo de bonecos. Não sabiam se prestavam atenção a peça, ou se observavam o outro. Uma tímida vontade de ficar junto era vencida pelo distanciamento provocado pela vergonha. E em meio a um lugar seguro, onde um não invadia o espaço do outro, uma mão quebra a divisória apoiando-se atrás de seus ombros.
Ela não sabia como reagir, ora olhava para o boneco e em seguida admirava o telão ali exposto. Ele simpaticamente tentava realizar algumas piadas. Os dois ali resolveram olhar para o céu, e numa tentativa tola, ele apontou para a ursa maior. Já era noite.
Foram para casa, assim que o espetáculo havia terminado, entre-quadras e eixão seguiam ruma a asa norte. Resolveram o que iriam fazer decidiram observar a noite. Sentaram em uma praça, na altura das 400. Infelizmente o telefone toca, ela atende. Era hora de parti.
Deram então tchau, um para o outro. E esse é o novo número que surge depois da divisão, afinal foi um para cada lado e eles nunca mais se viram. Não se sabe ao certo se era para ter rolado algo, porém para encerrar esse papo, ficaram os dois solteiros. Assim termina uma história real, onde na vida, nada passa de mais um desencontro, de mais uma enrolação.
Podre de famosas
11 horas atrás
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