
Sensação de estar sozinho por ai, como um pequeno asteróide que flutua e percorre infinitos caminhos sem saber para onde ir. O que será que a vida reserva para mim? Sou um robozinho abandonado num cantinho qualquer, ocupado de guardar e cuidar daquilo que não presta. Sou um ser pequeno. Triste. Sozinho. Escolhi ser assim e essa talvez seja a minha tendência. Olho para as estrelas lá fora, vejo todas tão longes, brilhando infinitamente. Me vejo daqui pequeno, sem luz nenhuma. Sou baixinho. O que a vida me reserva? Tenho algumas coisas na bagagem, a foto de um rosto é a última coisa que guardo, gosto de lembrar do passado e de sofrer chorando por um futuro não existente. Gosto daquilo que está proibido, censurado. Como posso gostar tanto do errado? Universo de mim mesmo, é sempre assim, nesse latente eu sozinho, que nada responde. Andando sempre acompanhado de uma interrogação e esperanças no caminho.
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