
Subo ao quinto andar, olho a janela, agora a casa vazia, aos poucos vai limpando tudo lá fora. Dentro de mim uma poça se forma, mas já faz tempo que por aqui choveu. Ouço uma canção e me lembro de um balanço, uma árvore e areia no chão. Lá estavam os meus pés, e eu seguia no ritmo do metrônomo, de um lado ao outro, hora olhando para o chão, hora olhando para o céu. Naquele balanço eu não fazia idéia de nada que iria acontecer. É ano de 2009 e tanta coisa aconteceu. Passei por 1999 e infelizmente o mundo não acabou, continuou com suas trapalhadas, com seus desencantos, com seu ritmo frenético que impede que as pessoas se olhem e se percebam. Mas agora eu estou no meu balanço, é assim que me vejo do alto do prédio. Um vestido vermelho, xuxinha no cabelo e meus sapatinhos, passando de um lado para o outro, enquanto o balanço faz seu desenho de pêndulo.
Respirar o doce ar do parquinho da minha infância, lembrar daqueles dias em que corria para chegar em casa, ver minha mãe, comer algo e descer para brincar. Esperar meu pai chegar e poder dar um abraço nele. Nossa, como isso era bom. Eu não queria mais nada, apenas saber que hoje meu pai iria voltar para casa. Mas enquanto penso nisso, minhas lágrimas chovem em meu rosto. Onde estará ele agora? Só porque eu cresci não significa que não sinta falta.
Existia mais uma coisa no parquinho, que não consigo me lembrar. Queria eu ser pequenina, queria poder voltar para lá. Daqui do alto eu vejo a rua se esconder entre os novos prédios que surgiram, sou apenas uma formiguinha oculta, olhando pela janela, ou então alguém que se perdeu. Sou a menina do balanço, com um sorriso languido, esperando por algo acontecer... Eu sinto falta da minha família, dessa família que nunca aconteceu.
Respirar o doce ar do parquinho da minha infância, lembrar daqueles dias em que corria para chegar em casa, ver minha mãe, comer algo e descer para brincar. Esperar meu pai chegar e poder dar um abraço nele. Nossa, como isso era bom. Eu não queria mais nada, apenas saber que hoje meu pai iria voltar para casa. Mas enquanto penso nisso, minhas lágrimas chovem em meu rosto. Onde estará ele agora? Só porque eu cresci não significa que não sinta falta.
Existia mais uma coisa no parquinho, que não consigo me lembrar. Queria eu ser pequenina, queria poder voltar para lá. Daqui do alto eu vejo a rua se esconder entre os novos prédios que surgiram, sou apenas uma formiguinha oculta, olhando pela janela, ou então alguém que se perdeu. Sou a menina do balanço, com um sorriso languido, esperando por algo acontecer... Eu sinto falta da minha família, dessa família que nunca aconteceu.
2 comentários:
uahuahua..sério que me achou dessa forma?
huahauhauhauhauhauhau
nem eu me lembrava mais desse post!
hauhauha
mas obrigada!
estou vasculhando seu blog ^^
te seguirei, ok??
And here we go again!!
Beijos da Samurai!
"...Só porque eu cresci não significa que não sinta falta..."
realmente.. virei fã do seu blog. aprendi que não sou só eu que me sinto assim..
obrigada.
beijos
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