sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Retrospectiva, declarações e verborréias.


Amanha pego a estrada, vou com minha mãe para perto dos amigos. Durante a época da faculdade, viajei para vários lugares, em sua grande maioria sozinha. Dessa vez, venho quebrar a minha promessa, pois havia dito que jamais retornaria para Caldas Novas. Com isso abandonei meus amigos, que havia feito na cidade, mas pude ver o quanto amigos eles eram. Acredite, são amigos verdadeiros, que vieram parar aqui , na casa nova, depois da separação de meus pais. Enquanto meus queridos amigos de Brasília, se afastavam, essa família (porque o laço é bem mais forte que o de amizade), esteve presente, enquanto eu, teimosamente insistia em ir para outros rumos.
Depois de cinco anos resolvo voltar a cidade, e eu aposto que tudo estará do mesmo jeito que antes. Se bem conheço Caldas, estarei na pracinha, tomando sorvete, olhando os artesanatos perto do coreto, indo até a casa do Tiago, depois voltando pra cidade, passando pela cachaçaria, procurando alguma festa, que geralmente é perto do prive e assim vai...
Ok, não vamos reclamar de Caldas..vai ser legal...
Mudando de assunto, vamos falar desse ano. Foi um ano muito atípico. Começando lá na Bahia, com uma paixão avassaladora, que me fez chorar, me fez querer, me fez ir atrás, pagar mico, sofrer. Aiii como foi bom! Depois de tanto rodar o sul da Bahia, ainda parei em BH, para novas histórias. O ano começou com mais de 2 mil km rodados. Voltei a Brasília, e voltei a BH algumas outras vezes depois. Em seguida fui para Ouro Preto, Congonhas, Mariana. Era o ano da França no Brasil, e lá estava eu. Só tinha francês no hotel, e vamos lembrar...que hotel maravilhoso! Sesc estalagem. Recomendo!
Também tivemos o carnaval, o retiro espiritual que eu fiz em Catalão. A visita ao lar de idosos em Cumari.
2009 foi um ano insano. Terminei a UnB, não consegui passar no mestrado. Me mudei, sai da minha linda e pacata cidade (o famoso Guara). Meus pais se separaram, eu virei a pessoa responsável pela casa, arrumei outro emprego. Passei a trabalhar muito para poder dar conta de tudo. Não consegui passar no mestrado possivelmente por conta disso, afinal eram dois empregos, a empresa de festa, o inglês (até hoje), o francês, e ainda tinha o grupo jovem no primeiro semestre que eu coordenava. Era uma loucura.
Sinto que desse ano eu posso escrever bastante, e mesmo assim ainda faltara algo, porque foram tantas histórias, tantas viagens, tantos amores, que eu me perco. E falando em amores, nossa.... o ano engraçado. Começo o ano apaixonada por um paulista. Lindo paulista de olhos claros. Na verdade comecei o ano aprendendo a perder, e sem comentários sobre isso. Depois uma leve paixão mineira, para ajudar a esquecer a paulista. Voltei para Brasília. Não adianta querer amar que mora longe. Não me apaixonei por ninguém daqui nesse primeiro período,e posso dizer que assim estava bom.
Segundo semestre, a história vira. Fora as mudanças já citadas, posso dizer que o clima mudou também. Todos os belos caras solteiros, engraçados e legais que eu conhecia (tudo bem que de outros estados), cederam lugar aos caras com namorada, aos casados, e a essa galera que sempre tem algum compromisso com outras pessoas. Resumo da ópera, só gente que eu não poderia me envolver de forma alguma, pelo menos, não por razões éticas. Mas enfim, nada de falar sobre ética, não sou do tipo que se pune, ou pune alguém por algo.
Desses últimos tempos posso apenas dizer das paixões que tive, que duravam a brevidade de cada relacionamento, com exceção dessa última, que me fez ficar cama, que me deixou em casa aguardando aquele telefonema que nunca aconteceu. Sim, apareceu alguém solteiro, mas não apenas por ser solteiro e sim por todas as outras coisas. Meu peito bateu forte, como há algum tempo não batia. Sentia corar as bochechas, me encharcava de felicidade, queria tanto a respostas de meus doces e-mails. Aguardava por qualquer recadinho, proposta, bilhete...porém nada aconteceu. E foi por isso que eu sumi, porque eu queria viver a doce loucura desse amor desequilibrado, dessa paixão platônica por alguém que eu nem fiquei. Apaixonada por alguém cuja a troca se deu apenas pelas palavras. Essa troca insana que me deixou em casa, ouvindo música romântica, chorando, desejando, aaah....como isso é bom! Mesmo que platonicamente, é bom encharcar os travesseiros, e é bom assumir agora, todo esse sentimento vivido, mesmo que só por mim. Como se o mundo parasse para que eu pudesse transbordar todo o amor que havia no meu peito.
Encerro o ano assim, desiludida. Afinal, comecei o ano assim também, e é engraçado, mas dizem que o que você faz no começo do ano vai até o final. Realmente! Pelo menos dessa vez eu vejo a ligação entre início e fim. Ainda sigo amando, ainda quero, ainda sonho, mas pelo visto, sou apenas eu, desse lado distante. Vamos ver como será 2010...
Aos amigos então, fica aqui o meu recado, amanha eu viajo. Obrigada por todas as verborréias trocas. Obrigada por tudo! Muita luz para nós todos, muito sucesso e o melhor de tudo, muitas histórias, se possível, muitas histórias melhores do que as de 2009.
Um beijo no coração de todos e até mais.

1 comentários:

Guilherme disse...

É, você só não vai ver artesanato perto do coreto... aliás... nem tem mais coreto! :) Mas, de qualquer forma, seja bem-vinda de volta à Caldas Novas.