terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A sorte de um amor platônico.



Platonismo que inspira, que comprime o peito, que busca. Pelos meus pensamentos passam desejos, cenas, falas. Dentro de mim um coração se aperta a cada respiração. Rezo para que chegue sábado, anseio minutos e segundos. O observo de longe, com meus olhos negros. Tento não ficar vermelha. Tento controlar as batidas cardíacas. Tento respirar e lembrar-me de fazer cara neutra.
Em casa fecho os olhos, te vejo passar entre minhas retinas. Posso senti-lo aqui na minha frente, sentado em um banco de madeira. Olhos que mal se encaram. Queria tanto poder dizer-te um mundo, queria abrir a boca e rasgá-la em beijos, fustigar nossas línguas. Mas me lembro então por fim, que tudo não passa de amor platônico.
Então me pego ao pensamento, porque dentro desse relacionamento as coisas só acontecem no ideário. E tudo corre tão bem, porque não existe brigas, ciúmes, traições...aaah viva o lado bom de amar, mesmo que tudo aconteça apenas na imaginação.

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