
Hoje acordei com sono, tomei um banho e fui trabalhar. A minha mente parecia que ia explodir, alias, eu parecia que ia explodir, parecia uma bomba hormonal, ou algo assim. Passava pela rua da varginha, e olhava para o giramundo. Todos os dias o mesmo caminho até chegar ao serviço.
Minas tem dessas coisas, ruas com nomes, carros e motos e principalmente muitas pessoas pelas ruas. Foi quando vi, perante meus olhos, uma linda moça de olhos azuis e cabelos vermelhos. Parecia tão forte e decidida. Eu sabia muito bem quem era. As vezes a encontrava, perto da confeitaria do Momo.
Toda vez que vejo essa moça, meus olhos se abaixam. Minha face cora, e meu sorriso desaparece. As poucas vezes que a vi pela rua, me faziam lembrar de uma história oculta. Perguntava para mim mesma, por quê?
Entenda, eu sou uma simples pessoa, que toma o seu café em casa, come aquele famoso bolinho de todos os dias, tomo um banho e vou trabalhar. Não sou do tipo que chama a atenção dos outros, quando ando pela rua. A fama que as mulheres mineiras tem, de serem lindas, a mim não me pertence. Afinal eu tenho uma cara comum, um corpo mais ou menos e uma vida normal.
Mas essa moça, a da rua da varginha, ela não...ela é linda. Pouco sei sobre ela, mas pelo jeito que a olho, me parece alguém cativante, forte, inteligente. Já pensei em segui-la para ver onde ela mora, onde ela trabalha, mas resolvi parar por ai, afinal a ignorância é uma benção. E no caso de nós duas, é melhor que uma não fique sabendo da outra. Alias o bom mesmo é não obter informações. Deixa tudo do jeitim que tá, afinal eu a vejo às vezes passar pela rua, mas é só isso. Essa minha admiração pelas pessoas que cruzam as ruas, andam compassadamente e se veste de forma elegante não pode passar apenas de uma breve admiração.
Chego ao serviço em bom tempo. Assim que estaciono o carro começa a chover. Dentro da minha sala passo então a responder rapidamente todos os e-mails dos correspondentes internacionais. Deixo a moça da rua de lado um pouco, passo agora a escrever freneticamente em diversos idiomas. Respiro e vejo o tempo passar. Na minha frente há uma grande janela, com uma vista linda.
Por fim meu expediente acaba, preciso voltar para a casa e o caos me consome. Muitas pessoas, muitos carros, o tempo passando e eu ali, no mesmo lugar. É nessas horas que eu penso, onde estaria aquela moça? Será que outras pessoas também a percebem como eu a percebo? Será?
Fico com minhas indagações, engato a primeira e novamente cruzo avenidas, ruas com nomes, semáforos, pessoas, carros, até então, chegar em casa. Tomo meu mate-couro e como um pão-de-queijo e daí já não me lembro de mais nada, nem da moça, nem dos carros, nem do serviço. Apenas pego a minha filha no colo e me fortaleço, afinal casa é um lugar santo. Vou para o quarto e fecho meus olhos. Como eu disse, sou apenas uma pessoa normal, não há nada demais em mim.
Minas tem dessas coisas, ruas com nomes, carros e motos e principalmente muitas pessoas pelas ruas. Foi quando vi, perante meus olhos, uma linda moça de olhos azuis e cabelos vermelhos. Parecia tão forte e decidida. Eu sabia muito bem quem era. As vezes a encontrava, perto da confeitaria do Momo.
Toda vez que vejo essa moça, meus olhos se abaixam. Minha face cora, e meu sorriso desaparece. As poucas vezes que a vi pela rua, me faziam lembrar de uma história oculta. Perguntava para mim mesma, por quê?
Entenda, eu sou uma simples pessoa, que toma o seu café em casa, come aquele famoso bolinho de todos os dias, tomo um banho e vou trabalhar. Não sou do tipo que chama a atenção dos outros, quando ando pela rua. A fama que as mulheres mineiras tem, de serem lindas, a mim não me pertence. Afinal eu tenho uma cara comum, um corpo mais ou menos e uma vida normal.
Mas essa moça, a da rua da varginha, ela não...ela é linda. Pouco sei sobre ela, mas pelo jeito que a olho, me parece alguém cativante, forte, inteligente. Já pensei em segui-la para ver onde ela mora, onde ela trabalha, mas resolvi parar por ai, afinal a ignorância é uma benção. E no caso de nós duas, é melhor que uma não fique sabendo da outra. Alias o bom mesmo é não obter informações. Deixa tudo do jeitim que tá, afinal eu a vejo às vezes passar pela rua, mas é só isso. Essa minha admiração pelas pessoas que cruzam as ruas, andam compassadamente e se veste de forma elegante não pode passar apenas de uma breve admiração.
Chego ao serviço em bom tempo. Assim que estaciono o carro começa a chover. Dentro da minha sala passo então a responder rapidamente todos os e-mails dos correspondentes internacionais. Deixo a moça da rua de lado um pouco, passo agora a escrever freneticamente em diversos idiomas. Respiro e vejo o tempo passar. Na minha frente há uma grande janela, com uma vista linda.
Por fim meu expediente acaba, preciso voltar para a casa e o caos me consome. Muitas pessoas, muitos carros, o tempo passando e eu ali, no mesmo lugar. É nessas horas que eu penso, onde estaria aquela moça? Será que outras pessoas também a percebem como eu a percebo? Será?
Fico com minhas indagações, engato a primeira e novamente cruzo avenidas, ruas com nomes, semáforos, pessoas, carros, até então, chegar em casa. Tomo meu mate-couro e como um pão-de-queijo e daí já não me lembro de mais nada, nem da moça, nem dos carros, nem do serviço. Apenas pego a minha filha no colo e me fortaleço, afinal casa é um lugar santo. Vou para o quarto e fecho meus olhos. Como eu disse, sou apenas uma pessoa normal, não há nada demais em mim.
0 comentários:
Postar um comentário